Política

Rui Costa e aliados declaram guerra a institutos de pesquisa na Bahia

Candidato a Senador ataca Instituto Século e Paraná Pesquisas como "não confiáveis", enquanto aliado do Governador Jerônimo Rodrigues ironiza pesquisa que dá vitória a ACM Neto já no primeiro turno.

Ilustração · imagem meramente ilustrativa.

A um pouco mais de duas semanas da eleição, o clima entre o Governo do Estado e os institutos de pesquisa que rondam a disputa baiana virou zona de combate aberto. Rui Costa, ex-Ministro e hoje candidato a Senador pelo PT, decidiu dar nome aos bois e apontar diretamente para dois levantamentos que não caíram bem no Palácio: os do Instituto Séculos e da Paraná Pesquisas.

Rui Costa sai atirando contra pesquisas de intenção de voto

Em declarações recentes, Rui Costa classificou como “não confiáveis” algumas sondagens sobre a corrida ao Senado e ao Governo do Estado na Bahia. O candidato foi direto ao citar publicamente o Instituto Século e a Paraná Pesquisas, dizendo que alguns números “são uma piada” e sugerindo que certos institutos atuam com viés ideológico na hora de definir metodologia e recorte de amostra.

Adolfo Loiola repete a cartilha e ironiza vitória de ACM Neto no primeiro turno

A artilharia não ficou restrita a Rui Costa. Adolfo Loyola, ex-Secretário de Relações Institucionais da Bahia e hoje coordenador-geral da campanha do Governador Jerônimo Rodrigues, usou espaço na imprensa para reforçar o discurso. Em entrevista ao Giro Baiano, ele ironizou justamente a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (17), que aponta o candidato a Governador ACM Neto com 56% das intenções de voto contra 44% de Jerônimo Rodrigues — um cenário de vitória do União Brasil já no primeiro turno. Para Loyola, o número não reflete a realidade da disputa.

A promessa de Bruno Reis e o recado para 2028

Loyola também aproveitou para atacar o Prefeito de Salvador, Bruno Reis, que prometeu publicamente entregar a ACM Neto uma vantagem de 500 mil votos dentro da capital baiana sobre Jerônimo Rodrigues. Segundo o coordenador de campanha, a promessa não vai se cumprir, e o discurso do Prefeito seria reflexo do desconforto do grupo governista com o crescimento do Governo do Estado dentro de Salvador. Loyola foi além e já projetou 2028: para ele, o grupo de Jerônimo Rodrigues sairá vitorioso na disputa municipal da capital dentro de dois anos.

Feira de Santana também tem seu racha político

Enquanto a artilharia pesada rola em torno das pesquisas estaduais, Feira de Santana vive seu próprio impasse. O Prefeito Zé Ronaldo de Carvalho e o Vice-Prefeito Pablo Roberto estão em rota de colisão às vésperas da eleição. Pablo Roberto apoia o ex-Prefeito Cléber Martins — apontado como um dos nomes mais impopulares da história do município — como candidato a Deputado Estadual, enquanto Zé Ronaldo declarou apoio a Zé Chico para Deputado Federal. O sonho de Pablo Roberto de se tornar o sucessor político de Zé Ronaldo parece cada vez mais distante diante do desgaste entre os dois.

O que fica

A poucos dias da eleição, decidida em 4 de outubro, a disputa por credibilidade nas pesquisas se tornou tão importante quanto a disputa pelos votos. Quando um candidato aparece atrás, questionar a metodologia dos institutos vira estratégia corriqueira — e isso vale tanto para a esquerda quanto para a direita, dependendo de quem está na ponta. O episódio também expõe uma dinâmica que vai além de 2026: com Loyola já falando em 2028, fica claro que a queda de braço entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador não termina no primeiro domingo de outubro.

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