A poucos dias das eleições na Bahia, a corrida ao Governo do Estado ganhou um novo capítulo jurídico. O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cássio Nunes Marques barrou um mandado de busca e apreensão contra ACM Neto, candidato do União Brasil ao Governo da Bahia, mesmo depois de o pedido ter sido aprovado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão trava, por ora, mais um avanço da 10ª fase da Operação Overclean sobre o entorno do candidato.
Por que o mandado foi barrado
O mandado havia sido referendado pela PGR, mas o Ministro Cássio Nunes Marques entendeu que faltavam provas legais suficientes para autorizar a medida contra ACM Neto. Na prática, isso significa que a investigação continua, mas sem o avanço mais invasivo que a busca e apreensão representaria neste momento da campanha.
As acusações da Operação Overclean
ACM Neto é apontado como tendo indicado o ex-secretário de Educação de Salvador, Bruno Barral, ao mesmo cargo na Prefeitura de Belo Horizonte. Ele também é acusado de ter indicado empresários para vencer licitações em troca de propina. São acusações graves, que, se comprovadas, atingiriam diretamente a candidatura ao Governo baiano — mas que, até aqui, não passaram pelo crivo de uma decisão judicial que autorize medidas mais duras de investigação.
A defesa de ACM Neto
Em nota à imprensa, ACM Neto negou as acusações e classificou o episódio como mais uma tentativa de interromper, mexer e enfraquecer as eleições na Bahia. O candidato já havia se manifestado antes sobre o assunto, quando Daniel Vorcaro o citou em uma delação — não aceita pela Polícia Federal — na qual alegava que ACM Neto receberia 10% de propina em esquemas ligados a previdências. Na ocasião, o presidente nacional da União Brasil, Antônio Rueda, também negou contato do candidato com qualquer empresário e chamou as acusações de “cortina de fumaça” para prejudicá-lo.
Flávio Bolsonaro visita Vitória da Conquista
Em outra frente da campanha, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro esteve em Vitória da Conquista, recebido por apoiadores locais do PL, entre eles o candidato a Senador João Roma, a candidata a Deputada Federal Dra. Raíça Soares e o candidato a Deputado Estadual Leandro de Jesus. Deve ser, até o fim do primeiro turno, o único ato de campanha de Flávio Bolsonaro na Bahia. ACM Neto não participou do encontro.
O que fica
A decisão do STF não encerra a investigação sobre ACM Neto, mas alivia a pressão sobre a candidatura em um momento decisivo da campanha. Enquanto a Justiça segue analisando o caso, o cenário eleitoral baiano continua sendo disputado também fora das urnas, entre acusações, delações negadas e alianças que se desenham — ou se evitam — a poucos dias da votação.
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